Câncer de Bexiga

Câncer de Bexiga

A bexiga é um órgão que faz parte do sistema urinário e é revestida por uma camada que recobre todo o aparelho urinário, ou seja, a bexiga, os ureteres, a pelve renal e os cálices renais. Esse tecido que recobre por dentro essas estruturas chama urotélio e podemos dizer que é onde nasce a maioria dos cânceres de bexiga. 

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Sobre o Câncer de Bexiga

A bexiga é um órgão que faz parte do sistema urinário e é revestida por uma camada que recobre todo o aparelho urinário, ou seja, a bexiga, os ureteres, a pelve renal e os cálices renais. Esse tecido que recobre por dentro essas estruturas chama urotélio e podemos dizer que é onde nasce a maioria dos cânceres de bexiga. Também podemos dizer que esse tecido, o urotélio é muito sensível a fatores agressores externos, como é o caso do cigarro, que vocês vão ver é o fator de risco mais importante desse tumor. 
A grande parte desses tumores não invade as camadas mais profundas do órgão e por isso são chamados não invasivos. 
O carcinoma urotelial (células transicionais) é o tipo mais frequente de câncer de bexiga, mas temos também o carcinoma de células escamosas e os adenocarcinomas.

Principais Sintomas

  • Sangramento na urina
  • Dor ao urinar;
  • Aumento da frequência urinária
  • Dificuldade para urinar (não sente alívio quando urina)

Fatores de Risco

  • Tabagismo (é o fator mais importante)
  • Exposição a tintas e corantes, seja em fábricas seja no salão de beleza
  • Exposição à anilina e seus derivados, assim como industria de tintas e borracha;
  • Exposição à ciclofosfamida (quimioterapia);
  • Fatores hereditários.

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Tratamentos

Para que o tratamento possa ser determinado é necessário que o diagnóstico seja estabelecido através de uma biópsia ou amostragem tumoral. A indicação do tratamento adequado depende do grau de evolução da doença. A doença pode ser chamada de invasiva ou não invasiva. A não invasiva é considerada precursora da invasiva e, portanto, deve ser tratada precocemente. Existem três tipos de cirurgia: ressecção transuretral (raspagem do tumor, remoção do tumor por via uretral), cistectomia parcial (retirada de uma parte da bexiga) ou cistectomia radical (remoção completa da bexiga). 

Através dos dados obtidos na cirurgia (biópsia ou anátomo patológico) é possível concluir como tratar o tumor. Essa investigação também é complementada com exames de imagem (tomografias, ressonância ou às vezes PET-CT Oncológico) para entendermos melhor a extensão e distribuição da doença, onde ela está localizada (estadiamento). 
A partir do conhecimento da extensão da doença, é possível traçar o plano de tratamento, que pode incluir somente cirurgia ou, em alguns casos, complementação com quimioterapia e até radioterapia. 

A quimioterapia é bastante utilizada nos casos de tumores mais agressivos e pode ser usada antes da cirurgia. Em pacientes com doença restrita à bexiga que fazem questão de preservar a mesma, pode ser feito o tratamento conservador, que envolve a quimioterapia e a radioterapia. 

Mais recentemente, tivemos a aprovação de diversas drogas para tratamento de câncer de bexiga, inclusive, uma terapia-alvo (considerada a primeira terapia-alvo aprovada para esse tipo de tumor). Essas opções devem ser avaliadas junto com seu médico oncologista. São elas: as imunoterapias (pembrolizumabe, nivolumabe, avelumabe, durvalume, atezolizumabe) e a terapia-alvo erdafetinibe. O erdafetinibe é direcionado apenas para pacientes com alterações específicas no FGFR (receptor do fator de crescimento de fibroblastos), aproximadamente 20% dos pacientes. Mais recentemente, tivemos a aprovação nos Estados Unidos, do enfortumabe vedotin, um anticorpo conjugado, outro tipo de entrega de medicação, capaz de trazer benefício para a maioria dos pacientes. 

Câncer de Bexiga Não Invasivo

Na maioria das vezes que se encontra uma lesão dentro da bexiga (70% dos casos), ela é não invasiva. O que isso significa? Que ela não infiltra na camada muscular da bexiga (camada mais profunda) e, por isso, não tem a capacidade de se espalhar para outros órgãos. No entanto, isso não significa que essa lesão não requer tratamento. 

Tratamento

O tratamento é necessário para evitar recorrência e, as vezes, a infiltração em camadas mais profundas da parede da bexiga. As causas são as mesmas do Câncer de Bexiga Invasivo e por isso o cigarro ainda é o grande vilão.


O tratamento dessas lesões não invasivas se faz com acompanhamento próximo de um Urologista que poderá realizar uma cistoscopia de 3 em 3 meses para avaliar se há alguma lesão e ressecar, além de avaliar, em conjunto com o Oncologista, a necessidade de tratamento complementar. 


As características da lesão são vistas pelo médico patologista que irá determinar o tipo, o tamanho e o grau da lesão. 


Praticamente são 2 tipos:

• Lesão papilífera: que cresce para dentro da luz da bexiga;
• Lesão plana (in situ): que cresce para os lados. 


O tratamento é planejado de acordo com essas características em risco alto, médio ou baixo de recorrência. O tratamento pode ser feito na hora da ressecção, com quimioterapia intravesical ou após 4 a 6 semanas com BCG, a depender do risco. 


Apesar dos suprimentos de BCG estarem cada vez mais escassos no país ainda é o tratamento preconizado e está disponível de forma transitória em alguns lugares, mesmo que seja através de importação. 


Em alguns casos, também é possível fazer a substituição da BCG por quimioterapia intravesical. Em casos mais graves, de recorrência em tempo curto, lesões grandes ou de alto grau pode ser indicado a ressecção da bexiga. 

Ainda tem dúvidas?

Perguntas Frequentes

  • Para tratar meu câncer de bexiga vou perder minha bexiga?

    Nos casos de doença pré invasiva nem sempre está indicada a retirada por completa do órgão. Pode ser necessário tratamento preventivo dentro da bexiga com BCG (vacina contra tuberculose) ou até quimioterapia. 


  • O tratamento com quimioterapia antes da cirurgia impede a retirada do órgão?

    Às vezes, é possível preservar a bexiga, mas isso deve ser analisado com cautela. No entanto, o objetivo do tratamento é realizar uma cirurgia com maior qualidade e aumentar a chance de cura a longo prazo. 


  • Quando eu posso usar a imunoterapia?

    Quando você não puder usar quimioterapia como primeira opção e também se tiver um marcador específico (PD-L1 positivo). Após ter usado quimioterapia como primeiro tratamento.


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